{"id":30,"date":"2022-09-11T14:58:26","date_gmt":"2022-09-11T17:58:26","guid":{"rendered":"https:\/\/opequenofugitivo.com.br\/?p=30"},"modified":"2022-09-11T14:58:26","modified_gmt":"2022-09-11T17:58:26","slug":"sniper-americano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/opequenofugitivo.com.br\/index.php\/2022\/09\/11\/sniper-americano\/","title":{"rendered":"Sniper Americano"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O intr\u00e9pido Clint Eastwood<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira imagem j\u00e1 \u00e9 da guerra. O tanque, os soldados, os destro\u00e7os, a mira do atirador de elite a esperar os movimentos de suas v\u00edtimas. A decis\u00e3o de matar ou n\u00e3o uma crian\u00e7a. Em muitos sentidos,&nbsp;<em>Sniper Americano<\/em>, de Clint Eastwood, n\u00e3o \u00e9 um filme de (e sobre) julgamentos e decis\u00f5es f\u00e1ceis. Como&nbsp;<em>O Destemido Senhor da Guerra, O Cavaleiro Solit\u00e1rio, Josey Wales<\/em>, o d\u00edptico&nbsp;<em>Cartas de Iwo Jima<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>A Conquista da Honra<\/em>, este&nbsp;<em>Sniper<\/em>&nbsp;come\u00e7a e termina em conflito. A longa jornada do sargento, do cavaleiro, do pistoleiro, do vingador, enfim, a miss\u00e3o eterna que alguns homens resolvem assumir para reconciliarem-se com a Terra, com a Na\u00e7\u00e3o, com a P\u00e1tria, quais sejam os seus motivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Filho do Sul, Chris Kyle (Bradley Cooper) \u00e9 senhor de uma educa\u00e7\u00e3o assentada nos termos elementares da fam\u00edlia: honra, moral, dignidade e respeito religioso aos ordenamentos do patriarca. Na inf\u00e2ncia, uma de suas \u201cmiss\u00f5es\u201d consistia em proteger o irm\u00e3o, a saber, n\u00e3o levar desaforo para casa. Na ca\u00e7a, nas brigas da escola, o lema ensinado pelo pai que versa sobre os tr\u00eas tipos de homens: lobos, cordeiros e c\u00e3es pastores. \u00c9 para ser este \u00faltimo que Kyle \u00e9 educado. O filme n\u00e3o ca\u00e7oa de nada disso, ao contr\u00e1rio, modula toda a sua viv\u00eancia anterior ao alistamento militar numa perspectiva de entendimento e de compreens\u00e3o destes espa\u00e7os formadores de todo o conte\u00fado moral de Kyle.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cverdade\u201d que lhe interessa \u00e9 a de seu personagem, n\u00e3o de uma suposta verdade do mundo. \u00c9 por isso que o ponto de vista do narrador \u00e9 vital para compreendermos o gesto do cineasta, pois define n\u00e3o a sua posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, mas o foco do seu olhar. \u00c9 certo que as coisas n\u00e3o est\u00e3o simplesmente separadas, mas s\u00e3o diferentes pois obedecem a procedimentos distintos. \u00c9 assim que ele vai mostrar que a sua cultura \u00e9 tanto a da viol\u00eancia quanto a da seguran\u00e7a, em suas mais variadas e incont\u00e1veis formas e estilos, mas principalmente na liga\u00e7\u00e3o perene e necess\u00e1ria para a manuten\u00e7\u00e3o e o manuseio dos discursos fundadores da Na\u00e7\u00e3o (no sentido de que uma produz a necessidade da outra e elas se retroalimentam). Viol\u00eancia e seguran\u00e7a, a este universo, que Clint conhece como poucos, somos ent\u00e3o novamente apresentados. \u00c9 a este contexto \u201ccivilizacional\u201d que o filme nos remete a partir de sua encena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele assume isso de sa\u00edda, sem met\u00e1foras. Tudo \u00e9 dieg\u00e9tico, est\u00e1 tudo na&nbsp;<em>a\u00e7\u00e3o interna<\/em>&nbsp;do filme. Assim, comete a \u201cimprud\u00eancia\u201d de n\u00e3o compactuar com a leitura&nbsp;<em>mainstream<\/em>, ou seja, a que exige do filme maior \u201cfidelidade aos fatos\u201d ou ao livro origin\u00e1rio da hist\u00f3ria \u2013 o narrador n\u00e3o vai dizer quem est\u00e1 \u201cerrado\u201d na guerra. Seu personagem \u00e9 compreendido a partir&nbsp;<em>de dentro<\/em>, do escopo do seu mundo, de sua percep\u00e7\u00e3o, de sua rela\u00e7\u00e3o com a face profunda dos Estados Unidos, face muito vista pela gera\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica do cinema americano, de Griffith e de Ford. Como eles, segundo acusa\u00e7\u00f5es c\u00e9lebres, Eastwood gravita entre o autor libert\u00e1rio (lembremos, por exemplo, que Lenin era um admirador de&nbsp;<em>Intoler\u00e2ncia<\/em>, de Griffith; salvo engano, ele n\u00e3o assistiu&nbsp;<em>O Nascimento de Uma Na\u00e7\u00e3o<\/em>) e o reacion\u00e1rio, segundo as filia\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas a ele atribu\u00eddas. Embora pragm\u00e1tico na narrativa, Clint n\u00e3o procede por atalhos do pensamento, por procedimentos ret\u00f3ricos ou por vias mais facilmente assimil\u00e1veis da cr\u00edtica mediana ao horror da guerra. Simplesmente denunciar a estupidez de uma guerra n\u00e3o lhe serve nem como prop\u00f3sito narrativo, nem como proposta pol\u00edtica. Fazer justi\u00e7a hist\u00f3rica n\u00e3o \u00e9 a sua miss\u00e3o e tampouco o seu legado em mais de 50 anos de cinema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O ponto de vista do homem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para qualquer leitura que se fa\u00e7a do filme, h\u00e1 claramente uma dificuldade perceptiva, e \u00e9 neste sentido que se acomoda a sua ambiguidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Clint n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o imediatamente incisivo quanto, por exemplo,&nbsp;<em>Guerra Sem Cortes<\/em>&nbsp;de Brian De Palma (outro grande filme sobre a abjeta ocupa\u00e7\u00e3o americana do Iraque). Em&nbsp;<em>Sniper Americano<\/em>, o ponto de vista da narra\u00e7\u00e3o \u00e9 mais sutil, mais atrelado \u00e0 suavidade dos espa\u00e7os e das atmosferas, ao ritmo da montagem e das elipses. No entanto, \u00e9 adotado como possibilidade de salientar a ideia, bastante intuitiva e intr\u00ednseca \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica americana, do pr\u00f3prio protagonismo nacional em quest\u00f5es globais, s\u00f3 que na figura de um her\u00f3i que nunca est\u00e1 bem consigo mesmo durante o filme inteiro, carregando sempre conflitos (de viol\u00eancia) para resolver (e guardar a seguran\u00e7a). Sofre no treinamento militar, sofre com a saudade de casa, sofre na guerra em suas diversas passagens pelo Iraque, sofre ao ter que matar uma crian\u00e7a, sofre ao quase ter que matar outra, sofre, enfim, tamb\u00e9m nos retornos ao lar, sem momentos de esquecimento. Quase mata, numa festa infantil, um cachorro por estrangulamento, ouve sons da guerra em qualquer coisa,&nbsp;<em>est\u00e1<\/em>&nbsp;na guerra mesmo fora dela. O roteiro e a montagem solidamente sublinham isso. As elipses saltam de uma decis\u00e3o para outra, de uma&nbsp;<em>via crucis<\/em>&nbsp;para outra, quase sem intervalos de respira\u00e7\u00e3o e sossego. O perigo j\u00e1 ficou com ele, impregnou totalmente a sua exist\u00eancia fora do ambiente da guerra. Aqui vale o paralelo com o personagem de Christopher Walker em&nbsp;<em>O Franco Atirador&nbsp;<\/em>(Michael Cimino, 1978): fora do espa\u00e7o concebido da guerra, ela te matar\u00e1 da mesma forma. Tanto no filme de Cimino \u201csobre\u201d o Vietn\u00e3 quanto neste&nbsp;<em>Sniper<\/em>&nbsp;a guerra \u00e9 tamb\u00e9m (e principalmente) o lastro que ela deixa. Tudo lembra a guerra, tudo \u00e9 guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme refor\u00e7a isso o tempo inteiro: Kyle voltando para casa em meio a v\u00e1rios caix\u00f5es, a rela\u00e7\u00e3o complicada com a mulher devido aos seus \u201ctraumas\u201d, o veterano que ele encontra numa loja e que n\u00e3o permite que ele esque\u00e7a tudo o que parece lhe machucar, enfim, n\u00e3o faltam elementos exemplares e intensificadores do horror que \u00e9 a guerra. Seus f\u00e3s s\u00e3o simplesmente outros combatentes, malgrado a completa ignor\u00e2ncia do americano m\u00e9dio sobre a sua import\u00e2ncia para o pa\u00eds. O filme evoca isso principalmente ao incorporar uma s\u00e9rie de elementos durante \u00e0s estadias de Kyle em casa. Alheio aos motivos da guerra, n\u00e3o se importa com o contexto, desconhece qualquer \u201cjusti\u00e7a\u201d que a invas\u00e3o do Iraque pelos Estados Unidos poderia ter. N\u00e3o \u00e9 a isto que ele se apega prontamente. Ele quer defender o pa\u00eds pois pensa se tratar do melhor pa\u00eds do mundo, quer proteger os outros homens em combate. O discurso do medo, da seguran\u00e7a nacional, das liberdades violadas, em suma, toda a artilharia midi\u00e1tica sobre a&nbsp;<em>necessidade<\/em>&nbsp;da guerra \u00e9 invis\u00edvel. Ou vis\u00edvel demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a sensa\u00e7\u00e3o, do lado do espectador das imagens, \u00e9 de estar imerso em um mundo que desconhecemos profundamente, e ao qual \u00e9 preciso dar um pouco de aten\u00e7\u00e3o. Eis o choque e a assun\u00e7\u00e3o de vazio (desde o ponto de vista de quem critica a \u201cglorifica\u00e7\u00e3o do her\u00f3i\u201d e os \u201cmotivos\u201d \u2013 \u201cfalsos\u201d \u2013 da guerra) e a falsidade dos desdobramentos (o beb\u00ea de pl\u00e1stico, a caricatura da rela\u00e7\u00e3o com sua esposa).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o filme \u00e9 o mais fiel poss\u00edvel. N\u00e3o ao livro no qual se baseia, nomeadamente a autobiografia do pr\u00f3prio Kyle, mas fiel ao seu pensamento, pois toda a sua sustenta\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica consiste nessa absor\u00e7\u00e3o do espectador pelo mundo do&nbsp;<em>Sniper<\/em>, pela l\u00f3gica da guerra e pelo desabamento do estatuto do her\u00f3i. Eastwood n\u00e3o poderia, tal como se revela o ponto de vista de seu filme, buscar fugir desse universo. Ele est\u00e1 menos preocupado em oferecer uma leitura do mundo (ainda bem!) do que em construir um universo que respeite a sensibilidade do seu protagonista. \u201cO outro lado\u201d ele mostra como pode mostrar, sem domin\u00e1-lo aos seus ausp\u00edcios e sem tentar subtrair dele a sua verdade. E isso quer dizer que, do outro lado, o m\u00e1ximo que pode transpirar \u00e9 algu\u00e9m parecido com ele, semelhante nos m\u00e9todos e nos procedimentos. Um&nbsp;<em>sniper<\/em>&nbsp;frio, homem de fam\u00edlia, tamb\u00e9m seguro de sua miss\u00e3o. Mas a esta \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d o filme n\u00e3o dedica muito tempo; a bem dizer, dura um plano de Mustafa (o&nbsp;<em>sniper<\/em>&nbsp;inimigo) junto da fam\u00edlia, sem qualquer di\u00e1logo, sem qualquer aprofundamento de seus \u201cmotivos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que tudo \u00e9 parte de um corpo de escolhas pol\u00edticas e est\u00e9ticas, mas a\u00ed vale lembrar que a dobradinha de&nbsp;<em>A Conquista da Honra<\/em>\/<em>Cartas de Iwo Jima&nbsp;<\/em>tamb\u00e9m n\u00e3o foi feita para mostrar o outro lado, arrisco dizer que foi feita exatamente para mostrar o mesmo lado: o lado do horror e da destrui\u00e7\u00e3o horizontal da guerra, de como os homens em combate (americanos e japoneses) reagem ao contexto de uma guerra, sem deixar de levar em considera\u00e7\u00e3o as diferen\u00e7as, isto \u00e9, de narrar a partir da compreens\u00e3o\/percep\u00e7\u00e3o de cada um dos envolvidos. \u00c9 caso de&nbsp;<em>Sniper Americano<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Her\u00f3i de quem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As escolhas do roteiro, \u00e9 claro, n\u00e3o s\u00e3o nada arbitr\u00e1rias. \u00c9 op\u00e7\u00e3o dele, por exemplo, n\u00e3o fugir da confus\u00e3o do olhar do personagem com o seu pr\u00f3prio. Que Clint Eastwood, ele mesmo um veterano, tenha se preocupado largamente com toda uma mem\u00f3ria dos v\u00e1rios tempos de guerra pelos quais o seu pa\u00eds j\u00e1 passou, isto \u00e9 evidente. Ele prop\u00f5e, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, a reflex\u00e3o sobre o her\u00f3i. Agora, por outro lado, que ele compactue com a defesa do her\u00f3i, a\u00ed a discuss\u00e3o j\u00e1 fica mais movedi\u00e7a. Seus personagens vivem com a consequ\u00eancia da guerra, sempre com aquele olhar de que n\u00e3o h\u00e1 vit\u00f3ria poss\u00edvel, uma mem\u00f3ria do presente corrosiva e perturbadora. Se h\u00e1 qualquer coisa de hero\u00edsmo impregnado nas imagens do filme \u00e9 justamente para reafirmar o qu\u00e3o insuport\u00e1vel \u00e9 o peso da miss\u00e3o. Mas h\u00e1 ainda outro agravante. Est\u00e1 l\u00e1 um personagem (pior ainda, o pr\u00f3prio protagonista da hist\u00f3ria) com o qual \u00e9 dif\u00edcil simpatizar desde um ponto de vista da empatia. M&nbsp; as ele est\u00e1 l\u00e1 e o filme pede que olhemos para ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a verve libert\u00e1ria norte-americana a qual o cineasta \u00e9 filiado (libert\u00e1ria, portanto n\u00e3o conservadora se nos preocuparmos com a disputa dos conceitos pol\u00edticos; obviamente contra a Guerra do Iraque e antibelicista de um modo geral), todo o discurso que poderia t\u00e3o ligeiramente confirmar as cren\u00e7as progressistas de muitos de seus espectadores, s\u00e3o logo colocadas, elas tamb\u00e9m, na mira de Kyle. A estes atalhos do pensamento Eastwood n\u00e3o d\u00e1 nem as horas. Eis o seu vi\u00e9s \u201creacion\u00e1rio\u201d: mostra as coisas pelo lado delas, n\u00e3o importa o qu\u00e3o sujas elas sejam. A sujeira, neste caso, n\u00e3o \u00e9 menos podre para o pr\u00f3prio protagonista de seu filme. Kyle reconhece a armadilha da guerra e seu corpo demonstra a derrota pessoal, a desumaniza\u00e7\u00e3o a qual \u00e9 exposto. Depois se acostuma a ver o \u201cmundo\u201d a partir da mira de sua arma, reduzido e centralizado, fechado e intranspon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a\u00ed n\u00e3o h\u00e1 mais volta. A bandeira americana tremula somente no funeral (o funeral real do&nbsp;<em>sniper<\/em>, emimagens de arquivo), j\u00e1 no desfecho, acentuando a melancolia da trajet\u00f3ria e a impossibilidade do her\u00f3i tal como o pr\u00f3prio cinema americano o erigiu.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 um momento em particular, s\u00edntese de toda a estrutura anterior, que acentua, por um lado, ainda mais as dificuldades, e, por outro, a retid\u00e3o e a coer\u00eancia de toda a obra de Eastwood. J\u00e1 encerrada as participa\u00e7\u00f5es do sniper na guerra, h\u00e1 um plano doloroso da express\u00e3o aflita da esposa de Kyle, Taya (Sienna Miller), ao v\u00ea-lo sair de casa para aquele que seria apenas mais um dia do treinamento para veteranos feridos em combate. O rosto de Taya se perde num\u00a0<em>fade out<\/em>\u00a0e Clint evita estic\u00e1-lo no tempo. Pela sensibilidade que cont\u00e9m, desde que Meryl Streep colocou a m\u00e3o na ma\u00e7aneta na d\u00favida entre descer ou n\u00e3o do carro em\u00a0<em>As Pontes de Madison<\/em>\u00a0n\u00e3o se via um gesto t\u00e3o eficiente pela sua simplicidade: ele apenas sacramenta e p\u00f5e em resumo que\u00a0<em>Sniper Americano<\/em>\u00a0\u00e9 um grande filme.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Dir. Clint Eastwood (EUA, 2014)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Publicado originalmente na Revista Teorema.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O intr\u00e9pido Clint Eastwood A primeira imagem j\u00e1 \u00e9 da guerra. O tanque, os soldados, os destro\u00e7os, a mira do atirador de elite a esperar os movimentos de suas v\u00edtimas. A decis\u00e3o de matar ou n\u00e3o uma crian\u00e7a. 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