{"id":85,"date":"2022-06-22T22:42:00","date_gmt":"2022-06-23T01:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/opequenofugitivo.com.br\/?p=85"},"modified":"2022-09-12T23:04:32","modified_gmt":"2022-09-13T02:04:32","slug":"quebrar-as-embarcacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/opequenofugitivo.com.br\/index.php\/2022\/06\/22\/quebrar-as-embarcacoes\/","title":{"rendered":"Quebrar as embarca\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>A Edi\u00e7\u00e3o Especial da OHUN, que celebra os 5 anos Mostra de Cinema Negro de Pelotas, realizada em junho deste ano (2021), trouxe um panorama curioso das formas e narrativas negras audiovisuais contempor\u00e2neas. H\u00e1 um mundo em vias de ser evocado, convocado a participar de um registro convexo, historicamente fora do lugar, repleto de mist\u00e9rios, paix\u00f5es, subvers\u00f5es, alegorias, musicalidades, ritmos, mas que tamb\u00e9m est\u00e1 implicado em conhecidos (e apenas superficialmente assumidos como tal) rituais de viol\u00eancia espetaculares e assassinos que insistem em ferir os mesmos corpos. Nessa hist\u00f3ria toda, se h\u00e1 algo de simples \u00e9 o olhar inacabado, incompleto e, paradoxal que seja, ingenuamente caridoso que \u00e9 lan\u00e7ado\u00a0<em>diante de todo mal<\/em>\u00a0do mundo por meio de estruturas televisivas, discursos midi\u00e1ticos e pr\u00e1ticas cotidianas reais. O mundo, aqui, \u00e9 o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Mundo erguido de tal forma que n\u00e3o suporta, em suas bases de conhecimento e constru\u00e7\u00f5es intelectuais, que se fale em ra\u00e7a e em racismo \u2013 exceto por meio de chaves estrategicamente voltadas a mover o campo do debate para a esfera individual, fragmentando lutas pol\u00edticas concretas e emancipadoras. Em outras palavras, sempre se teve a quem e como reportar as agruras da vida, tidas como naturais, enquanto se tenta mudar algo candidamente. \u201cAcabamos confundindo o sistema capitalista com o sistema solar\u201d, como relata um rebelde personagem de Ricardo Piglia em&nbsp;<em>O Caminho de Ida<\/em>. Nesse sentido, o resgate mnem\u00f4nico mediatizado n\u00e3o \u00e9 suficiente para dar cobertura \u00e0s demandas que os filmes selecionados para a OHUN exigem, cada um ao seu modo. Mas para onde eles apontam?<\/p>\n\n\n\n<p>Os caminhos pelos quais a obra da cineasta e antrop\u00f3loga Milena Manfredini percorre, apenas como exemplo, olha para os cantos, para os que resistem nas bordas e habitam um mundo que os assalta j\u00e1 antes do parto, mas busca tamb\u00e9m a centralidade que essas vidas t\u00eam na experi\u00eancia cosmopolita contempor\u00e2nea. Seus personagens j\u00e1 nasceram antes de nascer, conectados de tal forma a certa ancestralidade, literal e figurativamente, que possuem lastro no passado e no futuro. Dos&nbsp;<em>Camel\u00f4s<\/em>&nbsp;(2018; n\u00e3o presente na Mostra) cariocas ao&nbsp;<em>Guardi\u00e3o dos Caminhos<\/em>&nbsp;(2020), da figura de Arthur Bispo do Rosario em&nbsp;<em>Eu Preciso Destas Palavras Escrita<\/em>&nbsp;(2017) ao imagin\u00e1rio visual, art\u00edstico, filos\u00f3fico e formativo proposto por&nbsp;<em>De um lado do Atl\u00e2ntico&nbsp;<\/em>(2020), o que seus filmes prop\u00f5em \u00e9 a execu\u00e7\u00e3o de uma linhagem narrativa essencial, de ajustes est\u00e9ticos precisos e fundamentais, de hist\u00f3rias rec\u00f4nditas que dissipam as abordagens movidas por tons de exotismo que fizeram parte da longa hist\u00f3ria do cinema mundial se configurar em relatos de aventura, conquista e explora\u00e7\u00e3o (j\u00e1 nos primeiros anos do cinemat\u00f3grafo o&nbsp;<em>homem<\/em>&nbsp;tentava explorar e colonizar os habitantes da Lua\u2026).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sair da grande noite?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Manfredini faz um cinema que n\u00e3o \u00e9 nada simples, palavra perigosa frequentemente utilizada para reduzir est\u00e9tica e politicamente as artes negras e africanas. Pode ser f\u00e1cil, mantida certa dist\u00e2ncia dos seus objetivos e discursos, jogar a sensibilidade de seus filmes no colo da&nbsp;<em>espiritualidade<\/em>&nbsp;das religi\u00f5es afro-brasileiras para resumir a an\u00e1lise, mas eles querem tocar, al\u00e9m disso, na materialidade da vida dos personagens que cobre, compreender os seus anseios e urg\u00eancias. \u00c9 por isso, justamente, que essas s\u00e3o vidas nascidas no passado e no futuro. \u00c9 a\u00ed pode estar tamb\u00e9m uma pista para entrarmos em um filme como&nbsp;<em>Deus&nbsp;<\/em>(2017), de Vin\u00edcius Silva, que, para contar a hist\u00f3ria de uma mulher e m\u00e3e em luta para manter a vida em S\u00e3o Paulo, recorre a um registro realista (que faz pensar em Charles Burnett e Andr\u00e9 Novais Oliveira), consciente da inseparabilidade da tens\u00e3o entre ra\u00e7a e classe nas din\u00e2micas sociais modernas. Semelhante percurso faz o filme&nbsp;<em>Al\u00e9m da Fronteira&nbsp;<\/em>(2021), de Alexandre Mattos Meireles, que narra a hist\u00f3ria dif\u00edcil de um pai e sua filha na fronteira do Brasil com o Uruguay. A busca por trabalho para garantir vida digna aos filhos \u00e9, em suma, o corte pol\u00edtico destes dois singelos filmes. Eles exemplificam, de forma mais (<em>Deus<\/em>) ou menos incisiva (<em>Al\u00e9m da Fronteira<\/em>), os sentidos das contradi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e raciais que atravessam o Brasil impiedosamente. Mas, nas artes visuais, nenhum pensamento pol\u00edtico existe no v\u00e1cuo, separado de sua forma e discurso. Assim, ambos carregam, al\u00e9m de imagin\u00e1rios e experi\u00eancias pessoais, vontade de fazer cinema, de fazer fic\u00e7\u00e3o, de remexer e reconfigurar as possibilidades narrativas, visuais e discursivas que s\u00e3o, precisamente, pr\u00e1ticas coletivas. Ningu\u00e9m faz cinema sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de coletividade, de la\u00e7os familiares e vida na periferia de outros grandes centros urbanos \u00e9 o que serve de fio narrativo para a hist\u00f3ria de&nbsp;<em>Ensaio Sobre a Aus\u00eancia<\/em>&nbsp;(2018), de David Aynan, e para&nbsp;<em>Perp\u00e9tuo<\/em>&nbsp;(2020), de Lorran Dias. De novo os v\u00ednculos de pai e filha: em&nbsp;<em>Ensaio Sobre a Aus\u00eancia<\/em>, R\u00f4mulo vive em Salvador e, numa liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, sua filha lhe pede uma boneca de presente e o questiona sobre quando a visitar\u00e1 novamente. A secura narrativa do filme de Aynan tem sua raz\u00e3o de ser ao encontrar, no plano final, o desfecho que concede ao espectador um gesto de pura beleza. Certas hist\u00f3rias precisam ser contadas assim mesmo, invocando did\u00e1ticas e sensibilidades comuns para efetivarem a for\u00e7a do relato. S\u00e3o muitos Brasis a\u00ed dentro, e eles est\u00e3o presentes tamb\u00e9m nos videoclipes&nbsp;<em>Al\u00e9m do Tecido<\/em>&nbsp;(2020), tamb\u00e9m dirigido por Alexandre Mattos Meireles,&nbsp;<em>De Cesar a Cristo<\/em>&nbsp;(2020), assinado por Zudizilla, Rasputines e Holotr\u00f3pico, e&nbsp;<em>$incera<\/em>&nbsp;(2020), com dire\u00e7\u00e3o coletiva de Cristal, MDN Beatz e Joana Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em&nbsp;<em>Perp\u00e9tuo<\/em>, a hist\u00f3ria se passa em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. A fam\u00edlia (o pai, a filha\u2026), a viol\u00eancia e a tecnologia da colonialidade sombreiam a a\u00e7\u00e3o. O filme de Lorran Dias, logo se nota, n\u00e3o separa a economia da pol\u00edtica, fazendo de sua trama, seus personagens e seu territ\u00f3rio elementos centrais de uma hist\u00f3ria maior, por natureza n\u00e3o essencialista e que o t\u00edtulo, a rigor, enuncia claramente. Embora n\u00e3o somente em torno da ideia de&nbsp;<em>pris\u00e3o<\/em>, o que \u00e9 perp\u00e9tuo no filme \u00e9 o que se quer detonar e implodir. H\u00e1, aqui tamb\u00e9m, um passado que j\u00e1 implica determina\u00e7\u00f5es sociais contra as quais ser\u00e1 preciso sempre lutar para reverter, e revers\u00e3o \u00e9, em&nbsp;<em>Perp\u00e9tuo<\/em>, ruptura sist\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O ar rarefeito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo Brasil de S\u00f4nia Santos, M\u00e1rcia Maria, Gilberto Gil, C\u00e1tia de Fran\u00e7a, Luiz Melodia e do Trio Esperan\u00e7a \u00e9 o pa\u00eds de Z\u00f3zimo Bulbul, Zez\u00e9 Motta, Milton Gon\u00e7alves e Grande Otelo, como mostra o document\u00e1rio&nbsp;<em>Tudo que \u00e9 apertado rasga<\/em>&nbsp;(2020), de Fabio Rodrigues Filho. Embora filme escolar, j\u00e1 revela maturidade na amarra\u00e7\u00e3o do discurso e no uso de filmes de arquivo, recortando trechos, cenas e relatos de atores e atrizes negras no cinema brasileiro para descobrir, no pr\u00f3prio processo de pesquisa, a aus\u00eancia de pessoas negras em tela ao longo dessa hist\u00f3ria. Aus\u00eancia not\u00e1vel, presen\u00e7a radical: diante de tantos personagens incr\u00edveis e atores e atrizes talentosas, quais as justificativas para t\u00e3o poucos corpos negros no cinema e, al\u00e9m disso, quais as hist\u00f3rias que esses corpos contam? Nesse caso, n\u00e3o \u00e9 problema o fato de o filme j\u00e1 ter a resposta de antem\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E se falamos em hist\u00f3rias e personagens incr\u00edveis,<em>&nbsp;Jo\u00e3osinho da Gom\u00e9a \u2013 O Rei do Candombl\u00e9<\/em>&nbsp;(2020), filme de Janaina Oliveira Refem e Rodrigo Dutra, d\u00e1 uma hist\u00f3ria e tanto! Ele parte da narra\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Jo\u00e3osinho ao contar cap\u00edtulos de sua hist\u00f3ria, propondo um jogo interessante entre imagens de arquivo, oralidade, musicalidade e encena\u00e7\u00e3o. Se as transi\u00e7\u00f5es entre o invent\u00e1rio arquiv\u00edstico resgatado pelo filme e os atos perform\u00e1ticos n\u00e3o se conectam de forma t\u00e3o org\u00e2nica, a voz e o discurso de Jo\u00e3osinho ecoam a autenticidade plena de um artista em constante transforma\u00e7\u00e3o e cheio de contradi\u00e7\u00f5es e conflitos, como todas as pessoas. Carnaval, m\u00fasica, ritos religiosos,&nbsp;<em>macumbas de travesti,<\/em>&nbsp;manifestos e movimentos que apontam para v\u00e1rios lados confundem-se nos trabalhos de Castiel Vitorino Brasileiro (como Milena Manfredini, homenageada nesta edi\u00e7\u00e3o da OHUN), artista que mergulha, como num transe, em um repert\u00f3rio r\u00edtmico e po\u00e9tico que tamb\u00e9m assume sua radicalidade est\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seus filmes, em suas experi\u00eancias instalativas e macumbeiras, que evocam\/convocam\/exploram a positiva\u00e7\u00e3o espiritual Bantu, falando portanto de ancestralidade, mem\u00f3ria, hist\u00f3ria, corpo, m\u00fasica, em suma, colocando no centro da tela a celebra\u00e7\u00e3o deste tronco lingu\u00edstico m\u00faltiplo (em \u00faltima inst\u00e2ncia, transcontinental) e inimit\u00e1vel, \u00e9 interessante notar essa radicalidade viva na intimidade das coisas. Isso est\u00e1 muito presente principalmente em\u00a0<em>Quarto de Cura<\/em>\u00a0(2018), filme curto repleto de imagens que partem da instala\u00e7\u00e3o, em que a pr\u00f3pria narra\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, n\u00e3o exatamente a hist\u00f3ria contada e os modos de opera\u00e7\u00e3o do narrador f\u00edlmico, mas a narra\u00e7\u00e3o em seu sentido de uso comum, a entona\u00e7\u00e3o, as pausas, engasgos e sobressaltos da voz, a fluidez e a naturalidade com que as palavras viram mundo e suas imagens tiram \u201cquem v\u00ea\u201d de um lugar de conforto. Para se perder e se reconfortar, se for o caso, mas para fazer o pensamento correr, mover, levantar poeira, sair do lugar, destruir ideias puras e n\u00e3o pertencer a ningu\u00e9m. Ou, como as palavras musicais e a fervura pol\u00edtica que encerram a esp\u00e9cie de manifesto macumbeiro travesti que \u00e9\u00a0<em>Para todas as mo\u00e7as<\/em>\u00a0(2019), para quebrar as embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Publicado originalmente no <a href=\"https:\/\/www.accirs.com.br\/dossie-especial-ohun-mostra-de-cinema-negro-de-pelotas\/\">Dossi\u00ea Especial OHUN: Mostra de Cinema Negro de Pelotas da ACCIRS<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Edi\u00e7\u00e3o Especial da OHUN, que celebra os 5 anos Mostra de Cinema Negro de Pelotas, realizada em junho deste ano (2021), trouxe um panorama curioso das formas e narrativas negras audiovisuais contempor\u00e2neas. 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