Cinema e crítica.
Texto publicado aqui e traduzido do espanhol. A frase que dá título a este texto evoca a narração de Narcisa Hirsch ao final de um de seus filmes mais aparentemente simples, mas que na verdade concentra muito daquilo que sua obra construiu ao longo de mais de 50 anos. Inscrita em Aleph (2005), com sua

Por Pedro Henrique Gomes
Texto publicado aqui e traduzido do espanhol. A frase que dá título a este texto evoca a narração de Narcisa Hirsch ao final de um de seus filmes mais aparentemente simples, mas que na verdade concentra muito daquilo que sua obra construiu ao longo de mais de 50 anos. Inscrita em Aleph (2005), com sua…

Por Pedro Henrique Gomes
1989. Um carro incendiado, explodido, aos pedaços, bloqueia horizontalmente uma rua estreita. Estava morto o banqueiro Alfreld Herrhausen. 1993. Uma estação de trem paralisada por uma troca de tiros e um corpo que cai nos trilhos após um tiro na cabeça. Estava morto o militante político Wolfgang Grams. As imagens que somos levados a construir…

Por Pedro Henrique Gomes
Diversos elementos contribuem para que os contornos dramáticos de Armageddon Time consigam dar forma ao mais recente filme de James Gray. Sua estrutura de montagem espaçada e vagarosa, por vezes simplesmente demorando-se em pormenores certamente triviais para a média de seus pares, é um exemplo disso. À mesa de um jantar em família, é um…

Por Pedro Henrique Gomes
É preciso recomeçar de algum lugar. Noto que ainda é imperioso, para mim, partilhar um gesto crítico para fora. Sempre foi assim, lá nos tempos de um período mais produtivo na velha casa. Mais do que isso, era preciso (e talvez necessário) fazê-lo agora e aqui como forma de recuperar uma disciplina perdida. Outro espaço, outro…

Por Pedro Henrique Gomes
Não é possível fugir do passado em Mães Paralelas. No mais recente filme de Pedro Almodóvar a ganhar as telas, no entanto, é preciso o colocar em evidência, do seu núcleo para o exterior, de dentro para fora. Na trama de uma fotógrafa que busca dar a este passado um futuro, desenterrando-o para o enterrar…

Por Pedro Henrique Gomes
O intrépido Clint Eastwood A primeira imagem já é da guerra. O tanque, os soldados, os destroços, a mira do atirador de elite a esperar os movimentos de suas vítimas. A decisão de matar ou não uma criança. Em muitos sentidos, Sniper Americano, de Clint Eastwood, não é um filme de (e sobre) julgamentos e decisões…
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Quando assistimos as famosas imagens dos três leões em Outubro, se os três leões fazem um efeito de montagem, é porque existem três ângulos de ponto de vista, não porque existe montagem.
Jean-Luc Godard, 1996
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